Da última publicação com título “Ter PHDA é como ver televisão enquanto alguém indeciso tem o comando” destacava os seguintes excertos:
“(…) mas esse tempo extra não era suficiente para compensar o tempo que perdia distraído tanto com pensamentos não relacionados com o exame como com qualquer coisa que apanhasse a minha atenção na sala: uma caneta a cair no chão, a luz do sol a entrar na sala ou os professores a conversar ao fundo. (…)”
“(…) Tinha, e tenho, muita dificuldade em focar-me durante um exame, e a dificuldade é ainda maior quando tento estudar, especialmente fora da época de exames.
No entanto, se estiver a fazer um projeto que me cative, consigo estar tão concentrado que até me esqueço de comer; contudo, por muito que tente, sou incapaz de escolher o alvo desta concentração. (…)”

Como docente, ocorre-me partilhar o seguinte:
Quando recebemos estudantes que necessitam de algum tipo de acomodação, o/a estudante chega apenas com um rótulo: NEE (Necessidades Educativas Específicas).
Nós, como docentes, nem sabemos nem compreendemos a razão. Os colegas destes estudantes também nem sabem nem compreendem.
Cada estudante com necessidades educativas específicas terá necessidade de acomodações particulares que o/a ajudarão a superar o seu período de estudos na universidade.
No momento em que o/a estudante entrar na sua atividade profissional e começar a fazer o que o/a cativa, terá oportunidade de ser excepcional.
Dois exemplos no contexto do PHDA:
“(…) A vida pessoal de Neeleman não é uma história de sucesso semelhante. «A minha mulher nem sempre consegue perceber o que estou a pensar, e os meus filhos querem que me concentre apenas numa coisa com eles. Acho isso difícil. É difícil para mim fazer as coisas mundanas da vida. É mais fácil para mim planear uma frota de 20 aviões do que pagar a conta da luz. (…)”
Traduzido com a versão gratuita do tradutor – DeepL.com
David Neeleman
Founder, JetBlue Airways (ligação para fonte)

“(…) O mesmo hiperfoco que antes tornava as aulas difíceis tornou-se a sua tábua de salvação. O TDAH [PHDA] pode, por vezes, significar distração, mas também pode significar a capacidade de se concentrar num problema com uma intensidade inabalável, especialmente quando os riscos são elevados.

Quando consigo trabalhar, a minha mente é como um rio», diz Lindsay. “Nadar contra a corrente é um desafio, mas prestar atenção ao que me motiva ou me interessa é fácil, e consigo manter horas e horas de foco intenso para realizar as tarefas.”

No caso de Lindsay, o hiperfoco e a persistência produziram um avanço médico. O que parecia ser um distúrbio era, na verdade, o motor da sobrevivência e da inovação. (…)”

“(…) A lição para os líderes: incentive os pontos fortes do TDAH [PHDA]

Para educadores, empregadores e inovadores, a lição é clara: parem de patologizar a diferença e comecem a cultivá-la. Os pontos fortes do TDAH [PHDA] trazem ferramentas únicas para a mesa. Como disse Adrian: “A arquitetura torna-se inovação quando você conecta ideias não relacionadas e confia nesses saltos.” Ou, como Lindsay provou, o hiperfoco pode literalmente salvar vidas. As organizações que abraçam o pensamento neurodiverso irão desbloquear novos níveis de resolução de problemas. (…)”

Traduzido com a versão gratuita do tradutor – DeepL.com

ADHD Strengths: How Brains Wired Differently Spark Innovation
Forbes, Sep 09, 2025 (ligação para fonte)

Como anunciado nesta página, além da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), em breve vamos abordar a Perturbação da Aprendizagem da Leitura e da Escrita (usualmente denominada Dislexia) ou a Perturbação do Espectro do Autismo (PEA).

A neurodiversidade é um tema muito importante para todos nós no contexto da engenharia e do ensino. No ensino, neste momento, gostava de destacar, na página da neurodiversidade, as ligações para o “Universal Design for Learning” (UDL).

Aproveito a ocasião para agradecer a todas as colegas que dedicam o seu tempo à iniciativa. Na verdade, o seu esforço é realizado para além das suas actividades diárias.

Porto e FEUP, janeiro de 2026
João José Pinto Ferreira