{"id":8330,"date":"2025-05-07T15:31:35","date_gmt":"2025-05-07T14:31:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/?p=8330"},"modified":"2025-05-07T16:11:58","modified_gmt":"2025-05-07T15:11:58","slug":"foi-meu-professor-com-jose-fernando-oliveira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/foi-meu-professor-com-jose-fernando-oliveira\/","title":{"rendered":"\u201cFoi meu professor!\u201d\u2026 Com Jos\u00e9 Fernando Oliveira"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"--awb-content-alignment:left;\"><p>\u201cFoi meu\/minha Professor\/a\u201d pretende partilhar hist\u00f3rias sobre a rela\u00e7\u00e3o entre estudantes e professores ao longo dos anos e de como essa din\u00e2mica \u00e9 transformadora na experi\u00eancia universit\u00e1ria.<br \/>\nNesta segunda edi\u00e7\u00e3o, Ana Alves Ribeiro esteve \u00e0 conversa com Jos\u00e9 Fernando Oliveira, diretor do Departamento de Engenharia e Gest\u00e3o Industrial e investigador da FEUP. Que lembran\u00e7as perduram do tempo em que estudou na faculdade e de que forma o professor marcou esse percurso?<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p>Ana Alves Ribeiro tirou dois Mestrados Integrados na FEUP, Engenharia do Ambiente em 2010 e Engenharia e Gest\u00e3o Industrial, que terminou em 2014.<br \/>\nAtualmente trabalha como Production Manager numa ind\u00fastria qu\u00edmica em Matosinhos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Diz-nos sem hesita\u00e7\u00f5es que o professor Jos\u00e9 Fernando Oliveira, com quem teve aulas no curso de Engenharia do Ambiente, \u201cfoi o primeiro professor que se esfor\u00e7ou mesmo por explicar os conceitos, at\u00e9 eu os entender!\u201d \u201cParece estranho\u201d, avan\u00e7a Ana Alves Ribeiro, para depois concretizar a ideia: \u201cSenti mesmo isto, e percebi que mesmo que seja verdadeiramente cansativo, este cuidado e capacidade de ensinar de v\u00e1rias formas diferentes \u00e9, na minha opini\u00e3o, o que distingue um bom professor.\u201d<br \/>\nEsta entrevista ganha contornos ainda mais interessantes depois de sabermos que numa das \u00faltimas aulas o professor a convidou a sair mais cedo da sala de aula! \u201cFoi no \u00faltimo dia de aulas do ano! O professor, sempre com paci\u00eancia, foi-me deixando conversar durante o semestre inteiro com um colega, s\u00f3 que na \u00faltima aula fartou-se e expulsou-nos aos dois!\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Antes de seguir a carreira acad\u00e9mica, alguma vez pensou em ser professor\/a?<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Sempre pensei em ser professor. Nunca imaginei seguir outra carreira que n\u00e3o fosse a do ensino. Embora uma carreira no ensino superior apenas se tenha delineado no final da minha licenciatura de cinco anos, sempre senti prazer em ajudar os outros a aprender. Ainda no que seria hoje o 3.\u00ba ciclo do ensino b\u00e1sico e no ensino secund\u00e1rio, j\u00e1 dava explica\u00e7\u00f5es a colegas. Terminado o curso, em 1985, concorri a um lugar de assistente estagi\u00e1rio para dar aulas, dado que o conceito de investiga\u00e7\u00e3o nem existia para mim. Tinha recebido um convite de uma das maiores empresas internacionais da minha \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o, a Texas Instruments. Fui \u00e0 entrevista e ofereceram-me um emprego com um ordenado de 120 mil escudos mensais. Acabei por recusar esta oportunidade para concorrer \u00e0 FEUP, onde o sal\u00e1rio era de 90 mil escudos mensais. Para mim, nunca houve um antes de querer ser professor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que chegou \u00e0 Universidade do Porto e o que \u00e9 que o motivou a escolher a \u00e1rea de ensino na Engenharia?<\/strong><br \/>\nCheguei \u00e0 Universidade do Porto como estudante de Engenharia Eletrot\u00e9cnica, tendo sido admitido na primeira op\u00e7\u00e3o. Proveniente de uma origem humilde, a educa\u00e7\u00e3o que recebi no ensino p\u00fablico funcionou como um verdadeiro elevador social. No entanto, a verdade \u00e9 que nem todas as profiss\u00f5es permitiam, pelo menos nos anos 80, que algu\u00e9m se afirmasse no mercado de trabalho sem uma rede de apoio. A Engenharia era, \u00e9 e ser\u00e1 sempre uma profiss\u00e3o em que o m\u00e9rito pessoal pode fazer tudo ou quase tudo. Acresce um gosto especial em entender o porqu\u00ea das coisas e, em particular, a nova m\u00e1quina el\u00e9trica que tinha surgido e que se dizia que iria revolucionar o mundo.<br \/>\nAp\u00f3s concluir o curso de Engenharia Eletrot\u00e9cnica, na especializa\u00e7\u00e3o de Sistemas Digitais e Computadores, essa seria, naturalmente, a minha \u00e1rea de desenvolvimento e ensino. No entanto, n\u00e3o foi isso que aconteceu. No \u00faltimo ano do meu curso, tive uma disciplina em que descobri que se podia usar matem\u00e1tica (que eu adorava) atrav\u00e9s de computadores (que me tinham levado para o curso) para resolver problemas reais das pessoas e das organiza\u00e7\u00f5es (sendo engenheiro): a Investiga\u00e7\u00e3o Operacional. Ao fim de 40 anos de carreira, continuo a investigar, a ensinar e a transferir esse conhecimento para as empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais foram as primeiras impress\u00f5es acerca do ambiente acad\u00e9mico quando come\u00e7ou a lecionar?<\/strong><br \/>\nUma universidade que j\u00e1 n\u00e3o era a que a ditadura tinha institu\u00eddo, de terceiro mundo, mas que ainda n\u00e3o era a universidade de que nos orgulhamos hoje por estar ao n\u00edvel das melhores universidades europeias. Havia desafio, muita entropia, muita liberdade, alegria, muitas aulas, democracia no ambiente acad\u00e9mico, poucos recursos, muito voluntarismo e muito trabalho para transformar e desenvolver a universidade.<br \/>\nIntegro o INESC TEC um instituto de investiga\u00e7\u00e3o associado \u00e0 FEUP e \u00e0 Universidade do Porto, desde a sua funda\u00e7\u00e3o no Porto, em 1985. Era um s\u00edtio onde a nossa compet\u00eancia nos definia, independentemente de sermos Professores Catedr\u00e1ticos ou Assistentes. Era um s\u00edtio que se via como um motor das transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias na universidade. Na universidade, requisitar uma esferogr\u00e1fica exigia preencher mais impressos do que a tinta da esferogr\u00e1fica de que precis\u00e1vamos (exagerando, claro) e no INESC bastava abrir um arm\u00e1rio e pegar na esferogr\u00e1fica desejada. Havia m\u00e1xima responsabilidade e m\u00e1xima exig\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ao longo dos anos, quais os principais desafios que enfrentou ao ensinar os estudantes da FEUP?<\/strong><br \/>\nS\u00e3o apenas os desafios naturais de os estudantes serem pessoas. As pessoas s\u00e3o diferentes: aprendem de forma diferente, t\u00eam diferentes motiva\u00e7\u00f5es e gostos. O maior desafio foi sempre o de ir ao encontro de cada um dos meus estudantes. E por isso nunca me cansei desta profiss\u00e3o: \u00e9 sempre diferente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os alunos atuais s\u00e3o muito diferentes dos estudantes de anos anteriores e at\u00e9 dos da sua gera\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nS\u00e3o muito diferentes. Os estudantes, em m\u00e9dia, s\u00e3o cada vez melhores. S\u00e3o intelectualmente mais dotados, melhor preparados, trabalham mais e t\u00eam interesses mais diversificados, o que os torna seres humanos mais complexos e interessantes. Em suma, s\u00e3o muito melhores do que eu e a minha gera\u00e7\u00e3o. E os do pr\u00f3ximo ano ser\u00e3o ainda melhores. Este fen\u00f3meno resulta do desenvolvimento do pa\u00eds, de um ensino p\u00fablico pr\u00e9-universit\u00e1rio inclusivo e de qualidade (que n\u00e3o se pode dar como garantido para o futuro), mas tamb\u00e9m do facto de a FEUP receber cada vez mais a nata dos estudantes, tanto a n\u00edvel acad\u00e9mico como social, dado estas duas caracter\u00edsticas estarem fortemente correlacionadas. A desigualdade existe! Mas o desafio para n\u00f3s, professores, n\u00e3o \u00e9 trabalhar para os melhores, para os estudantes espetaculares que descrevi. \u00c9 trabalhar para o aluno mediano e, se poss\u00edvel, para os piores estudantes com quem nos deparamos em sala de aula: esses \u00e9 que precisam verdadeiramente de n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 f\u00e1cil cativar os alunos para que se envolvam nos conte\u00fados da disciplina? Tem notado diferen\u00e7as nesse envolvimento ao longo dos anos?<\/strong><br \/>\nComo j\u00e1 referi, ensino Investiga\u00e7\u00e3o Operacional, que para alguns cursos \u00e9 uma unidade curricular no centro dos interesses dos seus estudantes, e para outros cursos \u00e9 marginal. Todos os estudantes podem ser cativados se nos adaptarmos \u00e0s suas diferen\u00e7as. N\u00e3o se pode ensinar o mesmo a todos e da mesma forma. Por outro lado, \u00e9 preciso instaurar uma cultura de sucesso. \u00c9 importante fazer os estudantes sentirem que s\u00e3o capazes, gostem mais ou menos da unidade curricular, que o sucesso n\u00e3o \u00e9 algo inating\u00edvel. O segredo para os aliciar na persegui\u00e7\u00e3o da excel\u00eancia \u00e9 faz\u00ea-los sentir o sabor do sucesso. A grande diferen\u00e7a que tenho notado ao longo dos anos n\u00e3o est\u00e1 nos estudantes, mas sim em mim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 alguma hist\u00f3ria ou situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que recorde com carinho sobre os seus alunos?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 poucos anos, estava numa aula te\u00f3rica num dos &#8220;queijos&#8221; com o anfiteatro praticamente cheio. Era a \u00faltima aula do semestre. Cultivo uma boa rela\u00e7\u00e3o com os meus estudantes, mas sou bastante exigente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas atitudes e comportamentos. Fico desesperado quando os estudantes entram atrasados numa aula, e muito mais quando saem a meio da aula (normalmente com raz\u00f5es v\u00e1lidas). Estava eu a &#8220;digerir&#8221; a entrada tardia de um pequeno grupo de estudantes quando, j\u00e1 depois de a aula ter tido in\u00edcio, uma das estudantes da primeira fila, que eu conhecia bem por ser tamb\u00e9m minha aluna nas aulas pr\u00e1ticas, se levantou e se dirigiu \u00e0 porta. Fulminei-a com o olhar e ela olhou para mim e disse em voz alta: &#8220;J\u00e1 venho, professor&#8221;. Continuei e, passados cinco minutos, a estudante reentrou com um sorriso aberto e um saco de papel castanho na m\u00e3o. No final da aula, despedi-me da turma e, quando terminei, a estudante p\u00f4s-se de p\u00e9 e come\u00e7ou a falar, agradecendo em nome dos colegas o meu trabalho e a minha dedica\u00e7\u00e3o naquele semestre e esticando o bra\u00e7o ofereceu-me o saco de papel castanho. Abri-o e tinha um queque de chocolate comprado no bar da biblioteca. Nunca recebi um presente t\u00e3o bonito e n\u00e3o consegui evitar que as l\u00e1grimas me ca\u00edssem dos olhos quando todos come\u00e7aram a bater palmas.\u00a0 Isto \u00e9 muito mais valioso do que os 30 mil escudos de que abdiquei quando iniciei a minha carreira e ao longo de toda ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 que o\/a motiva a continuar a ensinar, sabendo o impacto que tem na vida dos seus alunos?<\/strong><br \/>\nA possibilidade de ter mais um queque de chocolate.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que pensa que mudou no ensino e na aprendizagem ao longo dos anos, desde que come\u00e7ou a sua carreira? <\/strong><strong>Como v\u00ea o futuro e as novas gera\u00e7\u00f5es no que toca ao ensino da engenharia? O que podemos esperar?<\/strong><br \/>\nMuita coisa mudou e irei apenas enumerar os tr\u00eas temas que considero mais importantes. Em primeiro lugar, a centralidade do estudante no processo de ensino. De facto, os estudantes deixaram de ser sujeitos passivos desse processo para se tornarem cocriadores do seu pr\u00f3prio processo de aprendizagem. Em segundo lugar, o ensino \u00e9 agora muito mais pr\u00e1tico e laboratorial. Em terceiro lugar, o ensino \u00e9 muito menos dogm\u00e1tico. A fonte de conhecimento deixou de ser exclusivamente o professor e os seus apontamentos, passando a ser o mundo.<br \/>\nO papel do professor mudou, passando este a ser muito mais um mediador e validador da aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento do que a sua fonte. Quanto ao futuro, este decorre destes tr\u00eas fatores. Prevejo um ensino da engenharia com mais autonomia dos estudantes, menos ancorado nas \u00e1reas cient\u00edficas tradicionais e mais baseado em projetos interdisciplinares. A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em todo o lado e o ensino do futuro ter\u00e1 de incidir na capacidade dos estudantes em hierarquizarem, validarem e filtrarem essa informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os seus principais objetivos agora, tanto no ensino, quanto na investiga\u00e7\u00e3o?<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>No que diz respeito ao ensino, continuo com os mesmos objetivos de h\u00e1 40 anos: ver os olhos a brilhar quando digo algo que toca e penetra o intelecto dos meus estudantes. Fazer com que as pessoas sintam a alegria e a recompensa intelectual que a aprendizagem proporciona. Fazer os estudantes apaixonarem-se pela descoberta e pelo desconhecido. Em suma, trazer para o ensino a atitude e as compet\u00eancias necess\u00e1rias para a investiga\u00e7\u00e3o. Dado que esta entrevista est\u00e1 muito centrada no ensino, n\u00e3o ser\u00e1 este o momento para falar de projetos futuros de investiga\u00e7\u00e3o. No entanto, h\u00e1 uma mensagem importante que gostaria de deixar: a minha paix\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o ao ensino nunca comprometeram a minha afirma\u00e7\u00e3o ou desempenho como investigador. N\u00e3o \u00e9 verdade que seja necess\u00e1rio descurar o ensino para se ser um investigador de excel\u00eancia. Finalmente, continuo a ter como objetivo receber mais queques de chocolate.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De que forma \u00e9 que a rela\u00e7\u00e3o com os professores pode contribuir para o sucesso acad\u00e9mico dos estudantes?<br \/>\n<\/strong>N\u00e3o poderia haver melhor forma de terminar esta entrevista do que com esta pergunta. A rela\u00e7\u00e3o com os professores n\u00e3o contribuiu para o sucesso acad\u00e9mico dos estudantes: esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para o seu sucesso. Sem afetos, n\u00e3o h\u00e1 aprendizagem eficaz. As neuroci\u00eancias h\u00e1 muito que demonstraram que as emo\u00e7\u00f5es impactam diretamente a aprendizagem e a forma como perdura no nosso c\u00e9rebro. Hoje em dia, isto n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de opini\u00e3o, mas sim um facto cient\u00edfico. Por isso, se me perguntarem qual \u00e9 o segredo para o sucesso pedag\u00f3gico de um professor, a minha resposta \u00e9 simples: amar todos e cada um dos seus estudantes. \u00c9 necess\u00e1rio sentir com eles os seus sucessos e insucessos, ter uma genu\u00edna preocupa\u00e7\u00e3o com os estudantes. Como escreveu Santo Agostinho, fil\u00f3sofo crist\u00e3o: &#8220;Ama e faz o que quiseres&#8221;. Eu diria: &#8220;Ama os teus alunos e eles aprender\u00e3o, e tu ser\u00e1s um bom professor&#8221;.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><strong>E tu? Que professor ou professora te marcou durante a tua passagem pela FEUP? Gostavas de o\/a entrevistar? Envia-nos a tua sugest\u00e3o para <a href=\"mailto:Alumni@fe.up.pt\">Alumni@fe.up.pt<\/a><\/strong><\/h3>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":15,"featured_media":8333,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-8330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8330"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8330\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}