{"id":8268,"date":"2025-02-26T12:02:23","date_gmt":"2025-02-26T12:02:23","guid":{"rendered":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/?p=8268"},"modified":"2026-07-02T09:43:59","modified_gmt":"2026-07-02T08:43:59","slug":"foi-minha-professora-com-arminda-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/foi-minha-professora-com-arminda-alves\/","title":{"rendered":"\u201cFoi minha professora!\u201d\u2026 Com Arminda Alves"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1144px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"--awb-content-alignment:left;\"><h6><strong><em>A Professora Arminda Alves com Ana Feliciano, o marido e os filhos no evento \u201cRegresso a Casa\u201d na FEUP em 2017<\/em><\/strong><\/h6>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o da newsletter ADN FEUP marca o lan\u00e7amento de uma nova rubrica! \u201cFoi minha professora!\u201d pretende sobretudo partilhar hist\u00f3rias que tenham ocorrido entre professores e estudantes da faculdade e que tenham tido um impacto grande no que veio a ser o percurso acad\u00e9mico dos principais envolvidos. E arrancamos da melhor forma!<\/p>\n<p>Ana Feliciano esteve \u00e0 conversa com a professora Arminda Alves, docente do Departamento de Engenharia Qu\u00edmica e Biol\u00f3gica (DEQB), que deu a sua \u00daltima Aula no dia 21 de fevereiro.<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p>Ana Feliciano, 40 anos, alumna da primeira fornada do Mestrado Integrado em Engenharia Qu\u00edmica (MIEQ), 2008, vive em Madrid e trabalha na Boston Consulting Group, na \u00e1rea da Energia. A prop\u00f3sito desta rubrica nova, fez-nos chegar um bonito testemunho, escrito na primeira pessoa:<\/p>\n<h3><strong><em>\u201cA 1a aula de M\u00e9todo Instrumentais de An\u00e1lise come\u00e7a, a docente era pragm\u00e1tica, direta, simp\u00e1tica e desempoeirada, exigente. A figura inspirava confian\u00e7a e tinha uma dose de humor que bastava para conquistar os alunos \u00e0 primeira vista. Foi tamb\u00e9m nessa primeira aula que soubemos que se n\u00e3o fossemos do FCP, n\u00e3o passar\u00edamos \u00e0 cadeira. ;)<\/em><\/strong><br \/><strong><em>Mais do que conselho ou ensinamento falado, a Professora Arminda \u00e9 um exemplo em atos. \u00c9 algu\u00e9m que sabe navegar pela vida, com pulso e clareza sobre o que \u00e9 priorit\u00e1rio e necess\u00e1rio. Construiu uma carreira bem-sucedida, uma fam\u00edlia s\u00f3lida, sempre com um mindset construtivo e atitude altru\u00edsta. Foi um privil\u00e9gio ter sido sua aluna, desta profissional que considero exemplar e um ser humano inspirador, com o dom de contagiar todos ao seu redor.<\/em><\/strong><br \/><strong><em>O contributo da Professora Arminda ao Departamento de Engenharia Qu\u00edmica vai muito mais al\u00e9m das aulas de MIA, mas recordo que esses dias, eram dias felizes!\u201d<\/em><\/strong><\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>E foi com a lembran\u00e7a destes dias felizes, que Ana voltou ao contacto, quase 20 anos depois da primeira aula no Mestrado Integrado de Engenharia Qu\u00edmica, com a professora Arminda para algumas perguntas que sempre teve vontade de lhe fazer.<\/p>\n<p><strong>Antes de seguir a carreira acad\u00e9mica, alguma vez pensou em ser professora?<\/strong><br \/>Sim a minha voca\u00e7\u00e3o sempre foi o ensino, tendo tido a sorte de ser monitora no curso de engenharia qu\u00edmica da FEUP ainda estudante do 4\u00ba ano.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que chegou \u00e0 Universidade do Porto e o que \u00e9 que o motivou a escolher a \u00e1rea de ensino na Engenharia?<\/strong><br \/>A minha escolha, ainda estudante do curso de engenharia qu\u00edmica, foi muito influenciada pelo meu pai. Residia em Matosinhos por isso naturalmente a primeira op\u00e7\u00e3o era a Universidade do Porto. Na altura do liceu, eu era uma aluna muito boa a matem\u00e1tica, embora gostasse tamb\u00e9m de qu\u00edmica. Acima de tudo gostava de exemplos pr\u00e1ticos. Pensava, talvez com pouca informa\u00e7\u00e3o, que o ingresso num curso de matem\u00e1tica da FCUP preencheria as minhas motiva\u00e7\u00f5es para ingressar posteriormente no ensino. Mas o meu pai fez-me refletir \u201cse gostas muito de matem\u00e1tica, mas tamb\u00e9m de qu\u00edmica e gostas acima de tudo de conceitos pr\u00e1ticos, porque n\u00e3o pensas no curso de engenharia qu\u00edmica\u201d? E pensei e optei&#8230; e gostei desde o primeiro minuto.<br \/>No final do curso fui convidada a ingressar na f\u00e1brica Imperial, pelo Engenheiro Virg\u00edlio Folhadela, mas ao mesmo tempo tive o convite para continuar a lecionar em engenharia qu\u00edmica, onde j\u00e1 era monitora a tempo parcial. N\u00e3o hesitei&#8230;<\/p>\n<p><strong>Quais foram as suas primeiras impress\u00f5es acerca do ambiente acad\u00e9mico quando come\u00e7ou a lecionar?<\/strong><br \/>Em Engenharia Qu\u00edmica, fruto de uma aposta estrat\u00e9gica, tive a sorte de acompanhar o desenvolvimento do departamento com um conjunto de rec\u00e9m-doutorados regressados do estrangeiro, cheios de energia e motiva\u00e7\u00e3o, possuidores de uma bagagem de conhecimento enorme e atual. Nessa altura n\u00e3o era t\u00e3o comum encontrar no meio acad\u00e9mico um conjunto de professores t\u00e3o distintos, como o Al\u00edrio Rodrigues, o Jos\u00e9 Lu\u00eds Figueiredo, o Jo\u00e3o Rui Guedes de Carvalho, o Augusto Medina e o Sebasti\u00e3o Feyo de Azevedo. O ambiente era muito competitivo em termos acad\u00e9micos, mas gratificante pelas possibilidades de aprendizagem e crescimento pessoal.<\/p>\n<p><strong>Ao longo dos anos, quais os principais desafios que enfrentou ao ensinar os estudantes da FEUP?<\/strong><br \/>Tive o maior prazer de encontrar estudantes muito motivados, desejosos de \u201cconhecer a realidade e realizar coisas\u201d, procurando sair do ambiente puramente da sala de aulas. Os estudantes desde o 1\u00ba ano preocupavam-se em conhecer a realidade da engenharia qu\u00edmica com uma inten\u00e7\u00e3o clara de perceber o seu futuro profissional. Eram muito inquiridores e refletiam sobre muitas tem\u00e1ticas. As aulas eram claramente participadas, facto que sinceramente reconhe\u00e7o que se foi perdendo ao longo dos anos.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 f\u00e1cil cativar os alunos para que se envolvam nos conte\u00fados da disciplina? Tem notado diferen\u00e7as nesse envolvimento ao longo dos anos?<\/strong><br \/>Eu estive ligada ao ensino de v\u00e1rias disciplinas, a principal das quais a cadeira de M\u00e9todos Instrumentais de An\u00e1lise. Sendo uma cadeira de cariz laboratorial n\u00e3o era dif\u00edcil atrair a aten\u00e7\u00e3o para os seus conte\u00fados, os estudantes eram estimulados a trazer amostras para as aulas e estudarem os conte\u00fados qu\u00edmicos das suas amostras, discutirem os resultados obtidos etc.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 alguma hist\u00f3ria ou situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que recorde com carinho sobre os seus alunos? <\/strong><br \/>O epis\u00f3dio que mais me tocou em toda a minha carreira foi a perda de uma estudante por motivo de doen\u00e7a. Foi muito marcante acompanhar os colegas do curso nas cerim\u00f3nias de despedida, e realizar todo um acompanhamento \u00e0queles mais pr\u00f3ximos nos dias que se seguiram.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 que a motiva a continuar a ensinar, sabendo o impacto que tem na vida dos seus alunos?<\/strong><br \/>J\u00e1 estou reformada, mas todos os anos mantinha sempre uma grande expetativa sobre o grupo de estudantes que iria ter, de forma a procurar as melhores estrat\u00e9gias para uma boa aprendizagem. Para quem gosta de ensinar e a motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 inerente \u00e0 profiss\u00e3o, eu diria o contr\u00e1rio, o que me custava era n\u00e3o ter disponibilidade de tempo, quando estive em cargos de gest\u00e3o, como a dire\u00e7\u00e3o do departamento. Apesar de poder ter dispensa de servi\u00e7o, fiz sempre quest\u00e3o de lecionar pois fazia-me bem o contacto com os estudantes.<\/p>\n<p><strong>O que pensa que mudou no ensino e na aprendizagem ao longo dos anos, desde que come\u00e7ou a sua carreira? Como v\u00ea o futuro e as novas gera\u00e7\u00f5es no que toca ao ensino da engenharia? O que podemos esperar?<\/strong><br \/>Julgo que h\u00e1 dois aspetos incontorn\u00e1veis que fazem mudar o ensino ao longo do tempo: (1) o perfil do estudante, pois os jovens est\u00e3o mais habituados a consumir conte\u00fados r\u00e1pidos, interativos e visuais, e o modelo tradicional de aula expositiva j\u00e1 n\u00e3o capta tanto a aten\u00e7\u00e3o dos alunos, que preferem metodologias mais ativas, como\u00a0<em>problem-based learning<\/em>\u00a0e projetos colaborativos; (2) acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, que se tornou quase ilimitado, o que coloca novos desafios na sele\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<p><strong>Como vejo o futuro do bin\u00f3mio ensino \/ aprendizagem para as novas gera\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>O ensino da engenharia evoluiu da transmiss\u00e3o expositiva para um modelo mais interativo e digital. Os alunos de hoje preferem abordagens ativas, valorizando compet\u00eancias transversais, como pensamento cr\u00edtico e trabalho em equipa. A sustentabilidade e a responsabilidade social tornaram-se centrais na forma\u00e7\u00e3o. O futuro trar\u00e1 ensino personalizado, intelig\u00eancia artificial e maior liga\u00e7\u00e3o \u00e0 ind\u00fastria. O engenheiro do futuro ser\u00e1 vers\u00e1til, inovador e preparado para desafios globais.<\/p>\n<p><strong>Um epis\u00f3dio, um projeto, visita ou momento que o tenham marcado de forma positiva, ao longo deste seu percurso e que possa partilhar?\u00a0<\/strong><br \/>N\u00e3o sendo especificamente um epis\u00f3dio, mas gostaria de salientar com muito agrado a import\u00e2ncia das visitas de estudo a empresas, a postura interventiva dos estudantes na coloca\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es. \u00a0Ao observar processos industriais, infraestruturas e tecnologias em funcionamento, os estudantes ganhavam uma perspetiva realista da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>De que forma \u00e9 que a rela\u00e7\u00e3o com os professores pode contribuir para o sucesso acad\u00e9mico dos estudantes?<\/strong><br \/>Procurei sempre ter uma boa rela\u00e7\u00e3o com os estudantes, pois penso que melhora a sua motiva\u00e7\u00e3o e facilita a aprendizagem, n\u00e3o havendo receios dos estudantes colocarem as suas d\u00favidas, estimulando o pensamento cr\u00edtico. Em certos casos, o apoio e orienta\u00e7\u00e3o individualizados ajudam a superar dificuldades e a desenvolver autonomia. Eu pr\u00f3pria, enquanto estudante de engenharia qu\u00edmica, tive professores que guardei para toda a vida como uma refer\u00eancia, e acredito que isso \u00e9 muito bom.<\/p>\n<h3><strong>E tu? Que professor ou professora te marcou durante a tua passagem pela FEUP? Gostavas de o\/a entrevistar? Envia-nos a tua sugest\u00e3o para <a href=\"mailto:Alumni@fe.up.pt\">Alumni@fe.up.pt<\/a><\/strong><\/h3>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":15,"featured_media":8271,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-8268","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8268"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8912,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8268\/revisions\/8912"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8271"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fe.up.pt\/feuplink\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}